Bloqueio total no sentido descendente entre as 06h30 e as 09h30 — os condutores adotam a Rua da Bélgica num único sentido de saída de Canidelo, libertando as faixas laterais para transporte público. Fenómeno inverso ao fim do dia — o tráfego vindo da VL8 entupe a descida para a praia, paralisando o comércio local e os Quatro Caminhos por falta de largura física para duas faixas fluídas no mesmo sentido.
O sentido de circulação de uma das faixas altera-se automaticamente através do centro de gestão de tráfego nos horários de pico, transformando temporariamente o eixo num modelo de sentido único de alta capacidade para escoamento massivo. Tecnologia já usada com sucesso nas grandes capitais europeias. Nota crítica: entre as 06h30 e as 09h30 o sol nasce de frente para este eixo — a sinalização LED tem de ter brilho e contraste reforçados para se manter legível contra o encandeamento.
O sistema de pórticos suspende temporariamente a entrada de veículos em contramão para limpar o eixo. Passadeiras sobreelevadas à cota do passeio forçam a moderação de velocidade de forma suave. Marcadores LED dinâmicos embutidos no pavimento (olhos de gato ativos) piscam na direção do fluxo ativo, eliminando o risco de colisão por distração.
O fluxo dinâmico descendente da tarde desagua diretamente no novo parque periférico, absorvendo os veículos antes que cheguem à linha de praia e causem o "para-arranca" dunar. O hub funciona como a válvula de escape do sistema.
Durante a janela de sentido único (06h30–09h30), quem tenta entrar em Canidelo por este eixo é redirecionado pela rotunda para a Rua do Fojo. Como este desvio passa junto à escola, é necessário criar uma buffer zone — um pequeno parque automóvel para largada de crianças — se se quiser manter os pais a deixarem os filhos de carro. Sem esta zona, a fiscalização policial obriga a não parar, com coimas para quem o fizer. Há espaço disponível junto à escola para o efeito, e do outro lado da via fica o campo de golfe — o que garante área sem necessidade de expropriações.
Perfil inclinado, estreito em várias secções e altamente hostil para peões e bicicletas. O acesso ao Cais é feito sobretudo de carro, gerando o caos de estacionamento na marginal da Afurada e na zona da Doca de Pesca por falta de alternativas rápidas de transporte suave.
Cria a ligação direta e segura entre a Ciclovia da Frente Costeira e o Ferry sem necessidade de obra pesada ou expropriações. O corredor suave ganha forma através de sinalização e reordenamento do asfalto.
Os residentes da cota alta evitam a descida penosa e acedem rapidamente à cota ribeirinha através da estrutura mecânica vertical, caminhando diretamente para o barco de forma confortável. O elevador e o ferry funcionam integrados como o mesmo projeto.
O utilizador deixa o seu meio de transporte individual seguro em Gaia e faz a travessia náutica a pé. Um pequeno hub logístico fecha o ciclo da mobilidade sem exportar necessidade de estacionamento para o lado do Porto.